quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Imersão Sensorial na Arte Sequencial

  Bom, pra ser sincero, sei pouco sobre o assunto. Conheço ele muito bem como Público e como Crítico, mas muito pouco como criador ou pesquisador. Então vou falar dele como eu mais gosto de o ver: Como Público. Mas antes disso, deve ter gente ai que nem deve estar familiarizado com o termo "Arte Sequencial". Então um rápido resumo sobre o tema:

Wiki Wiki: Arte Sequencial

Esse ai é o link da Wikipédia, e eu revisei boa parte dele. Apesar de eu ter tentado, e MUITO tirar o "Banda Desenhada" como principal nome do artigo, e ter tentado implementar o nome Arte Seqüencial, parece que algum maldito português insiste em colocar um termo que só é usado no maldito país dele, em vez de usar o termo que toda um geração de pessoas que pesquisam estudam e amam eles está tentando impor.

Se você é um vagabundo e nem se deu ao trabalho de dar uma olhada no link... Arte Seqüencial é "história em quadrinhos"...


Enfim...


O objetivo deste Blog é falar sobre Expansão Sensorial, algo que, acredito é, é intimamente ligado à Imersão Sensorial.

Expansão Sensorial é quando você "expande" um sentido que JÁ existe. Como por exemplo. Você tinha, na idade da pedra, Caixas de som Mono, ou seja, todo o som saía se de uma fonte. Mais tarde surgiram as caixas Stereo, onde o som tem fontes diferentes, e ter diferentes fontes faz com que você fiquem mais em contato com o som, as músicas parecem mais reais e palpáveis, e finalmente o Surround, onde você está dentro de um show, o no meio de um guerra se dependesse dos seus ouvidos. Ou seja, é uma maneira de potencializar um determinado sentido que você já tem.

Imersão Sensorial, por sua vez é quando um sentido que não está presente em uma mídia (como por exemplo o equilíbrio, que não está presente em filmes), e com variadas artimanhas e técnicas sagazes do gaiden você consegue fazer o seu "público" sentir (mais um vez nos filmes, quando você ganha alguma percepção de equilíbrio, ou a falta dele, quando a câmera é tremula, e se mecha muito).


Então comecemos com o proposto. Vocês em algum momento da vida de vocês já devem ter lido uma história em quadrinhos, certo? Então me digam, quais eram os principais sentidos que você "usava" para "sentir" a história em quarinhos? Óbvio que 250% de vocês dirão, a visão, e os mais aficionados maníacos por quadrinhos (eu), dirão coisas como o cheiro de papel novo, a textura do papel jornal vagabundo da Turma da Mônica, ou o papel jornal mais grosso dos mangás sargentos de samurai. O cheirinho de folhas novas(ou de folhas não tão novas assim, para aqueles que vieram do sebo), o som das folhas passando. Todos esses sentidos existem. Mas convenhamos, são total e completamente ignorados assim que você começa a ler a história, que é quando tudo começa.

Você sente o frio da noite na pele, ouve o som das folhas ao vento e sente o peso de uma espada nas suas mãos. Vê o inimigo sob a luz do luar. Sente a tensão que vem antes da batalha, e a adrenalina dos primeiros passos... Você sente o frio da lâmina do inimigo passando na sua barriga, e até mesmo o sangue quente escorrendo, mas também sente a força que a sua espada faz para atravessar a barriga do outro. Sente o cheiro ferroso do sangue, e sente o êxtase que toma conta da mente das pessoas antes de desmaiar.

Todas elas, ou no mínimo algumas, você consegue sentir somente olhando para história em quadrinhos, entrando na pele do personagem. Tudo feito com elementos gráficos que só seu olho pode capturar. Tudo que o personagem presencia com todos os seus sentidos você presencia com somente um, a visão. Com a visão você cria o que podemos chamar de um "universo imaginário" onde todos aqueles acontecimentos que você leu e viu, acontecem "de verdade", fazendo com que você fique total e completamente imerso na história.

As técnicas usadas para que essa tão fantástica relação olho-imaginação aconteça são ilimitadas (limitadas somente pela cultura) e variadas. Desde o tamanho dos quadros, a distancia entre eles e a sua organização, até as linhas dentro dos mesmos. As onomatopéias, que são escritas se unindo ao movimento e estilizadas para assim aumentar a sonoridade da ação, linhas, closes, sombras, luzes, ângulos, poses, símbolos e até mesmo palavras, que fazem com que tudo aquilo seja digerido pela sua imaginação de tal maneira que você começa a fazer parte dela.

Isso claro é só uma palinha, uma rápida palavra sobre a beleza e complexidade da imerção que os fantásticos autores de quadrinhos conseguem nos submeter.


Então, é isso...Por enquanto...

Maldito Blog ¢¬¬

Amo todos ♥♥

...

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